Divertida Mente – O novo filme da Pixar

 

Meu convidado de hoje é Juliano Castro, designer gráfico, criador da CIRQUO e um pai que exerce com louvor a sua paternagem!

Ele vai falar sobre o novo filme da Pixar e mostrar como usar sua criatividade para ensinar e aprender em família!

 

Não é de hoje que os filmes da Pixar fazem parte da minha paternidade. O primeiro deles foi Procurando Nemo, que coincidiu com o nascimento da minha primeira filha, Júlia. Foi um aprendizado e tanto, com lições que aprendi no filme e que carrego até hoje.

No último final de semana eu resolvi fazer uma surpresa lá em casa e levei as duas filhotas para ver Divertida Mente, nem preciso dizer que elas já estavam muito ansiosas para assistir o filme, mas já soltei a condição: “só vou se a mamãe for também!”. Todos combinados e acordados, estava então armada nossa tarde em família.

Eu já havia assistido ao trailer e o assunto era do meu interesse extremo, além da animação que já faz parte dos meus interesses extremos, tinha a questão das emoções e o papel dela na formação da criança, dos laços que ela constrói, o caráter e os valores. Minha condição de ir somente se a mamãe fosse era profundamente intencional, visto que nossas duas filhas já estão na mesma fase que a protagonista do filme, a Riley, se encontrava. Devido a minha experiência com o Procurando Nemo, achei que seria importante se pudéssemos assistir juntos um filme que falasse de uma família e de uma fase que estávamos começando a viver.

Não vou dar “spoilers” sobre o filme, mas basicamente ele conta a história de uma menina, Riley, com 11 anos que de repente se vê numa situação fora de seu controle, cheia de coisas novas em uma outra cidade e precisa aprender a lidar com aquilo ao mesmo tempo que seus pais também tentam se adaptar ao novo contexto.

No universo do filme, existem 5 emoções principais (Alegria, Tristeza, Repulsa, Medo e Raiva) que são responsáveis por gerenciar todas as memórias da Riley. Algumas dessas memórias são  diretamente responsáveis pela formação da personalidade dela, como pilares principais. A história se desenvolve quando as emoções, que são muito bem representadas diga-se de passagem, perdem o controle sobre essas “memórias base” e então precisam dar um jeito no caos que a cabeça da Riley virou. No caminho eles vão apresentando outros “personagens” que são muito comuns na nossa infância.

O filme é extremamente bem construído em torno das emoções, perceptivelmente com momentos que irão te guiar por todas elas e não adianta lutar contra isso. Você vai morrer de rir, morrer de medo, morrer de raiva e chorar como um bebê. Essa é a beleza dos filmes da Pixar.

O mais legal, depois de assistir ao filme, é a experiência que uma simples ida ao cinema proporciona. Falar das suas partes preferidas, repetir as frases engraçadas, contar as partes que você chorou e sentiu medo e o mais importante, se conectar às emoções e entender como aquilo funciona aqui dentro da nossa cabeça e na cabeça do outro. Conhecer as nossas emoções e desenvolver a  consciência de que os outros também as tem, são os fatores responsáveis por fazer germinar a sementinha mais importante da nossa convivência, seja em família ou na sociedade: o respeito. E quanto mais cedo isso acontecer, melhor!

Se você ainda não viu, corre lá pra ver!

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